Deus não está distante da agenda
São Josemaria Escrivá anunciou com força uma verdade antiga e sempre nova: todos os batizados são chamados à santidade, e a vida cotidiana é o lugar normal dessa resposta.
O trabalho profissional ocupa grande parte dos nossos dias. Por isso, ele não pode ser tratado como intervalo entre momentos religiosos. Quando é honesto, realizado com competência e orientado ao serviço, torna-se matéria de oração.
Santificar o trabalho, no trabalho e com o trabalho
Santificar o trabalho é oferecê-lo a Deus. Santificar-se no trabalho é permitir que suas exigências eduquem virtudes como paciência, ordem, fortaleza e humildade. Santificar os outros com o trabalho é servir, criar relações justas e entregar algo verdadeiramente útil.
Nada disso dispensa estudo, método ou correção. Pelo contrário: o amor cristão leva a cuidar do detalhe que o cliente talvez nunca veja.
Excelência sem perfeccionismo
O trabalho bem-feito não é obsessão por controle. É atenção proporcionada ao que está sendo feito. Há dias de grande rendimento e dias limitados por doença, imprevistos e cansaço. A oferta cristã inclui ambos.
O perfeccionismo paralisa porque deseja garantir o próprio valor. A excelência cristã liberta porque o valor da pessoa já está em Deus e permite recomeçar depois de um erro.
Um exame simples ao fim do dia
Ao encerrar o trabalho, vale perguntar: servi alguém de verdade? Cumpri o que prometi? Evitei uma conversa necessária? O que aprendi? Pelo que agradeço? O que preciso reparar amanhã?
Essas perguntas não transformam a fé em técnica de produtividade. Transformam a produtividade em ocasião de verdade.

